Amo fotografar e tenho ao longo da minha carreira em perguntado qual é a minha fotografia. Durante alguns anos me espelhei em algumas regências, no inicio da carreira copiei pessoas e fotógrafos, mas com o passar do tempo comecei a procurar a minha fotografia.
Aquela que me traria alegria, felicidade, prazer e acima de tudo que pudesse ser rentável para tocar a vida de minha família, nosso sonhos, anseios e projetos. Deus é tão bom que me deu uma mulher fotógrafa, rssssss.

Aos poucos venho buscando a simplicidade, não quero ficar pensando em flash, número guia, lente tal, radio ypsolon, enfim, menos é mais inclusive no meu trabalho. Estou limitando inclusive meus equipamentos, vendendo uma série deles. Se precisasse ficar pensando nisso tudo eu já teria tirado a câmera da minha cinta, sim eu uso uma cinta para segura-la.

Quero ter na mão duas câmeras, duas lentes, ou faz com uma ou com outra. Você já passou pela experiência de estar com uma determinada lente na câmera e achar que se estive com outra naquele momento a foto teria ficado melhor? Hoje quero duas lentes uma grande angular e uma gele. 35mm e 85mm são as minhas favoritas.

Recentemente fiz uma viagem e levei apenas uma câmera simples a Fuji X100 com a lente equivalente a 35mm. Se quisesse uma foto mais próxima tinha que chegar perto e se quisesse mais aberta dar alguns passos para trás. Voltei com um material rico, bonito e que me agradou muito mais do que uma outra viagem que fui com todas as lentes possíveis, mas de tão preocupado com que equipamento usar naquela situação acabei me esquecendo de sentir a foto, ou apenas me divertir fotografando.

Creio também que para achar um caminho ou achar a linguagem que mais lhe atai, você precisa de foco. Palavra bem conhecida de todos que fotografamos, mas muitas vezes inútil em nossas vidas. Não adianta dar tiro para tudo quanto é lado, quanto mais focado, mais rápido os resultados aparecerão. Quando focado mais rápido e mais fácil você ficará conhecido por aquilo que está fazendo.

Aqui pode existir uma tensão. Se você pretende ir para um caminho mas no presente está em outra direção a coisa fica complicada. Se quer ser fotografo de casamentos, mas hoje só faz natureza existe ai um grande abismo a ser vencido.
Você tem que decidir do que você gosta. Casamento, gente, gestante, crianças? Foco!

Gosto de uma frase que diz que nossos carros tem uma grande janela a frente para enxergamos o futuro e apenas um espelho para olharmos para o passado. É para frente que se anda. Mas em nossa carreira é importante olhar para nossas fotografias como se fossem um grande painel fotográfico e através dele ver onde acertamos, onde erramos, quais caminhos devemos seguir.

Olhar para frente as vezes dá medo, existe um desconhecido de braços abertos. O dilema quando estamos diante daquilo que queremos como fotógrafo e do que os clientes esperam de nossas fotos é muito cruel e assusta muitos amigos que conheço. Em minhas aulas e Workshops, sempre me dizem que na cidade deles tal tipo de foto não tem vez, que as pessoas não aceitarão isso ou aquilo. Eu acredito e creio que só se vende aquilo que se mostra, e você pode estar vendendo errado.
Tenho provado disso todos os dias em meu estúdio.

Caso você esteja começando e ainda não está vendendo aquilo que gostaria eu tenho uma dica, na verdade não é minha, aprendi com David Beckstead, fotografe 50% para seus clientes, ou seja, faça aquilo que eles esperam que você faça e 50% para você e para aquilo que você pretende ser como fotografo. Com isso você começa a gerar material do seu agrado e monta portfólio para futuras vendas já dentro desse novo estilo que lhe agrada mais.

Existe uma frase também muito utilizada por fotógrafos, e que me parece ser de Ansel Adans, que diz que nós não fotografamos com nossa máquina e sim com os livros que lemos, com os filmes que assistimos, com as viagens que fizemos e com as pessoas que amamos. Grande verdade.
Fotografar por técnica é um porre. A medida que comecei a ler mais, assistir mais filmes, viajar e prestar atenção ao outro minha fotografia cresceu demais.

Tenho visto muita gente reclamando da vida e do mercado, mas tenho visto também alguns desses bem acomodados no que tange desenvolver seu olhar fotográfico que será o condutor para uma carreira de sucesso. Não vou citar nomes mas recentemente um fotografo recebeu um mailing de um Workshop meu e começou a questionar quantos anos de profissão eu tinha, pois ele só faria um curso com alguém que tivesse mais anos do que ele de carreira, e algumas outras baboseiras. Fui olhar o portfólio dele e fiquei bem surpreso. Tenho alunos amadores com fotos melhores que a dele com anos de profissão. Tem muita gente nova no mercado e que tem muito a me ensinar, muito mesmo.

Algumas semanas atrás também recebi um rapaz no meu estúdio que é apaixonado por nosso trabalho e o sonho dele era nos conhecer. Em alguns minutos trocamos algumas experiências e ele me ensinou algo muito valioso e simples que eu não sabia sobre um determinado assunto. Nessa visita o grande ganhador fui eu, rssssss.

Quando penso em minha fotografia vejo que estou distante de onde quero chegar, mas cada vez mais no caminho. Consegui uma carreira onde faço o que gosto, fotografo do jeito que quero e ainda tenho o reconhecimento de um público disposto a nos pagar pela minha visão que hoje na verdade é minha, da Mauri, do Rafa, do Túlio e de tantos outros amigos que trabalham com a gente.

Decidi escrever isso depois de ouvir um desabafo de um grande amigo, o mercado está cada vez mais estranho e acirrado, os clientes cada vez mais exigentes, e as vezes alguns dissabores nos tiram ou tentam nos tirar do caminho ou do foco.

Eu? vou seguir me divertindo com minhas fotos, vou seguir no caminho de uma vida mais simples e descomplicada, e com isso minha fotografia irá junto.
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